segunda-feira, 18 de julho de 2011

Lábios Vermelhos: Um Poema de Guerra


Otto Dix

Começou

Irmãos tornam-se rivais
Mães e filhos são separados
 Atendendo ao chamado da pátria
Deixei meu amor pra trás

Eu tinha dezoito, ela dezesseis
A lembrança dos lábios rubros na mente
 Agora, apenas ferro frio em punho
O homem, não sei porque Deus fez

O vermelho-sangue tinge o terreno
Até o Rei Sonho parece se importar
O som do silêncio é quebrado
Por trovões que superam o poder do mar

Sinto o gotejar quente vindo de mim
Bang bang
Eu caio no chão
Fica mais fácil se pensar que o carmim
Vem do último beijo de Jasmin



Augusto Fernandes Sales

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