Historicamente, posso dizer que sou um sujeito que não se divertiu muito. Historicamente, não agora. Embora 2012 seja o ano da minha gênese profissional - ou pelo menos do início dela - e, por isso provavelmente terei um trabalho frenético pela frente (parafraseando um trecho de Pet Sematary, he he he), também está sendo a minha gênese pessoal. A minha personalidade está sofrendo - no bom sentido - mudanças bruscas, provavelmente definitivas. O curioso é que a maioria dessas mudanças está acontecendo devido à decepção com pessoas. Contudo, isso é bom, já que me torna também menos vulnerável, menos sujeito a ser magoado.
Decidi que ficar se remoendo por causa de outras pessoas - me refiro a mulheres - é coisa de maricas. Ficar pensando em alguém que não dá a mínima para você é um dos maiores erros que uma pessoa pode cometer, embora isso seja bastante comum, quase uma regra.
Mesmo assim, mesmo esse sendo um ano de trabalho frenético, mesmo eu olhando apenas para a frente, é inegável que um aspecto em mim continua o mesmo: De tempos em tempos, preciso distrair a mente. Sair e ouvir música bem alto, por exemplo. Morrison Rock Bar sintetiza bem a coisa.
Outro aspecto interessante disso tudo é que meus amigos - os de verdade - têm uma participação bem importante nisso tudo: Leandro Procópio, Diego (de) Carvalho Lima, Higor Tadeu da Silva, Douglas Teixeira (um dos clássicos) e Rodrigo Galdino Pereira (sim, coloquei seus nomes completos caso alguém queira procurá-los no Facebook). E há uma estranha ironia nisso tudo. Se levarmos em conta que, se meus amigos são a minha área de escape para a minha vida comum, então não seria correto afirmar que eles não fazem parte da minha vida?
Estranho isso.

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