Já disse por aqui em posts anteriores que não compro revistas de linha da DC ou Marvel já há algum tempo (leia-se anos). Desse gênero, só tenho comprado encadernados de clássicos e edições especiais aparentemente bacanas. Ou compilações. Desse tipo de publicação, dá pra destacar Batman: Ano Um (Panini, 2011), A Morte do Superman (2 Volumes, Panini, 2009/2010) e Batman: A Piada Mortal (Panini, 2009). Só dando exemplos mesmo.
O motivo que me levou a abandonar as séries regulares foi o exagero nos roteiros atuais. As sagas cósmicas foram ficando grandiosas demais até mesmo para os padrões das histórias do gênero. Fora outras coisas datadas que já não estavam dando mais pra aguentar. Superman estava ficando insuportavelmente certinho demais. Ouvi dizer que recentemente ele até virou vegetariano e abdicou de sua cidadania americana (OK, isso foi legal). Até mesmo o Batman, personagem com o potencial para as melhores histórias estava se resumindo a histórias totalmente comerciais. Até hoje não aceitei o retorno de Jason Todd, por exemplo.
Nos últimos anos, o que tenho lido (embora esteja com a leitura atrasada há meses) se resume às coisas da Vertigo e uma ou outra publicação mais alternativa.
De qualquer forma, comprei a recente DC Made in Brazil (Panini, 2011) por puro impulso nos últimos dias. Trata-se de uma compilação de 148 páginas de histórias desenhadas por artistas brasileiros. Nesse sentido, de fato, a revista é impecável. A arte é fabulosa, o que mostra o talento dos artistas nacionais que deram certo no concorrido mercado americano. Já no que diz respeito às histórias...
Personagens sem profundidade (a "nova" Supergirl) ou totalmente descaracterizados (pô, cresci lendo as histórias do Guy Gardner sacana, não daquilo que aparece na história do Lanterna). A história em que o Superman está em um país da América do Sul, então, nem se fala. O que é aquilo?
Enfim, acho que é tudo uma soma de fatores. As HQ's de linha ficaram uma droga, mas eu também por estar mais velho já não engulo qualquer história goela abaixo. Sinal dos tempos.

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