Dia 24 de março de 2012, no Projeto Autobahn.
quinta-feira, 29 de março de 2012
A musa de Andy Dufresne
"Adoro quando ela faz aquela coisa com o cabelo"
Ottis 'Red' Redding, em Um Sonho de Liberdade
Rita Hayworth
Bom dia e boa sorte (2)
Olha só quem estava sentado no meio da rua quando saí de casa para ir trabalhar ontem. Eram 4 da manhã.
Ele já deu as caras por aqui anteriormente. Isso é, se é o mesmo que apareceu em frente à minha janela há alguns dias. A não ser que, parafraseando Chaves no episódio da casa da bruxa, ele seja:
"Outro gatooo!"
terça-feira, 27 de março de 2012
Alfredo James Pacino
Provavelmente já falei um milhão de vezes nestas páginas que meus dois atores favoritos de todos os tempos são Robert De Niro e Al Pacino. Há muita coisa em comum em ambos, como o fato de terem idades semelhantes, interpretarem personagens poderosos e terem sua gênese nos anos setenta.
Quando era moleque, não gostava de Pacino. Não me pergunte o motivo disso - acho que eu era bobão - e a verdade é que só vim a admirar o trabalho do cara quando vi dois filmes que viriam a se tornar uns dos meus favoritos. Mas vamos chegar lá.
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| O Poderoso Chefão - Parte III |
Pacino era bem desconhecido quando Francis Ford Coppola insistiu com seus produtores a sua escolha para o papel de Michael Corleone no primeiro e clássico O Poderoso Chefão (1972). Estranho como são as coisas. Essa atitude cabeça dura de Coppola mudou a vida de Pacino e, consequentemente a história do cinema para sempre.
Apesar de não ser seu melhor trabalho como ator, Michael Corleone talvez seja o personagem mais emblemático de Pacino. Contudo, diferente com o que aconteceu com Christopher Reeve/Superman e, mais recentemente com o moleque que fez o Harry Potter (como é o nome dele mesmo?), o papel dele em O Poderoso Chefão não se tornou um estigma na sua carreira. Ninguém olha para ele e enxerga Michael. Pacino é bom ator demais para cair nessa vala comum.
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| Scarface |
Depois de fazer Serpico (1973) e disputar o Oscar pelo segundo ano consecutivo, Al retornaria ao pepel que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar dois anos antes. O Poderoso Chefão - Parte II é tão cultuado como o primeiro e mostra um Michael Corleone mais perverso do que no filme original. Pacino também concorreu ao prêmio da Academia por essa sequência, dessa vez como ator principal.
No ano seguinte, Al voltou a contracenar com seu amigo John Cazale (O Fredo, de O Poderoso Chefão) no filme baseado em história real Um Dia de Cão, interpretando o atrapalhado assaltante de banco Sonny. Foi uma boa atuação em um filme médio. Pelo excelente trabalho, concorreu ao Oscar pelo quarto ano consecutivo, mas perdeu para o excelente Jack Nicholson no esquisito filme Um Estranho no Ninho.
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| Fogo Contra Fogo |
Depois de fazer Bobby Deerfield, Justiça Para Todos (que lhe rendeu a quinta indicação a você-sabe-qual-prêmio), Parceiros da Noite e Autor em Família, Al Pacino voltou a estrelar um filme que se tornaria um clássico: o violento Scarface, no qual interpreta o narcotraficante cubano Tony Montana. É desse filme a famosa citação "Say hello to my little friend!", lembrada até os dias de hoje. Para se ter uma idéia do aspecto, digamos, "das ruas" desse filme, uma edição especial em DVD mostra que a palavra "fuck" e suas derivadas são ditas 226 vezes no filme, com uma média de 1,32 por minuto.
Vários problemas ocorridos durante a produção do épico Revolução (1985) fizeram Al Pacino se afastar do cinema e voltar a sua atenção para o teatro. O auto-exílio do ator terminou quando fez o suspense regular Vítimas de Uma Paixão. Sua interpretação sobre um policial com problemas relacionados ao álcool é acima da média, mas o filme em si tem a cara daqueles que a Globo exibe no Super Cine.
Depois do leve Dick Tracy (e a sexta indicação ao Oscar), em 1990 Pacino retornou ao papel que o fez famoso, na razoavelmente boa terceira parte da trilogia O Poderoso Chefão. Um Michael Corleone mais velho tenta se tornar bonzinho, mas como o próprio personagem diz em um dos momentos altos do filme, "quanto mais eu tento sair, mais a coisa me puxa para dentro".
Em 1991, fez o desconhecido Frankie e Johnny, mas a partir de 1992 vimos um Al Pacino mais maduro. Foi indicado duas vezes ao prêmio da Academia nesse ano e (finalmente) faturou a estatueta pelo seu genial Tenente-Coronel Frank Slade em Perfume de Mulher. A cena em que o personagem principal dança tango em um restaurante se tornou uma das mais emblemáticas de todos os tempos.
Não vi O Pagamento Final e achei Um Dia Para Relembrar um filme comum, mas em 1995 Al Pacino juntou-se a Robert De Niro para estrelar um dos filmes mais subestimados de todos os tempos: A saga épica de crime Fogo Contra Fogo, sob a batuta do diretor Michael Mann. Não saberia dizer se é O meu filme favorito de todos os tempos, mas sem dúvida tem a minha cena preferida. Ironicamente, a cena é um simples diálogo dos dois personagens principais em uma lanchonete de beira de estrada. A atuação de Pacino nesse filme não é tão lendária quanto em Perfume de Mulher, mas acho o personagem um dos melhores da história do cinema. Faz frente a Michael Corleone fácil, fácil. Talvez seja meu personagem favorito dele. Talvez.
Com toda essa cara de mal, a escolha dele para interpretar o próprio Demônio foi a mais acertada no suspense Advogado do Diabo, co-estrelado por Keanu Reeves, em 1997. O filme em si é apenas bom e a atuação de Pacino é bem discreta, mas competente, assim como em O Informante (1999).
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| You Don't Know Jack |
Depois de alguns filminhos comerciais, Al Pacino voltou a fazer um filme acima da média em 2002, em Insônia, dirigido por Christopher Nolan. Contudo, no retante da década, o ator alternou entre o médio (como O Novato) e o ruim - entre os ruins, destacam-se Tudo Por Dinheiro (2005) e, principalmente As Duas Faces da Lei, no qual volta a trabalhar com De Niro. Ficou a impressão de que tentaram refazer a parceria que deu certo em Fogo Contra Fogo, mas o resultado foi um filme previsível e ruim de dar dó. Ambos não mereciam essa mancha em suas carreiras.
Em 2010, Al PAcino estrelou brilhantemente o filme baseado em fatos reais You Don't Know Jack, no qual interpreta Jack Kevorkian, o médico que ficou famoso nos anos noventa por defender e ajudar mais de uma centena de pacientes a cometer eutanásia. Por esse trabalho, Pacino ganhou o segundo Emmy de sua carreira.
Clássico!
domingo, 25 de março de 2012
Caçador. Caça.
Já disse algumas vezes por aqui que entrei no mundo das HQ's através da clássica saga A Morte do Superman. Essa história criou certo rebuliço na mídia na ocasião - início dos anos noventa - embora eu não fizesse muita idéia disso na ocasião. A Morte do Superman foi mais uma grande jogada de marketing do que uma história que ficaria famosa pela qualidade, já que é bem superficial. Um monstro surge das profundezas da Terra e passa a arrasar tudo à sua frente. A Liga da Justiça, na ocasião com uma de suas formações mais medíocres, é chamada e facilmente posta fora de combate pela criatura, batizada pelo Gladiador Dourado de Apocalypse (Doomsday, no original). Superman vai de encontro à criatura e ambos iniciam uma batalha que atravessou metade dos Estados Unidos e terminou com a morte de ambos em Metrópolis, em frente ao prédio do Planeta Diário. A imagem do herói perdendo a vida nos braços de Lois Lane é uma das mais emblemáticas das histórias em quadrinhos.
O tempo passou e, é claro, a DC Comics trouxe o herói de volta na razoavelmente boa O Retorno do Superman. Quatro superseres surgem em Metrópolis afirmando ser o Homem de Aço. John Henry Irons, que hoje é o personagem Aço, uma nova versão do Superboy, o Erradicador e um misterioso Super Ciborgue que, ao final da saga, se revelaria um vilão. No entanto, o Superman verdadeiro retorna - seu corpo havia sido levado pelo Erradicador para a Fortaleza da Solidão e, aproveitando a energia solar armazenada nele, pôde ser "reanimado". No final de tudo, um Superman de cabelos compridos retorna a Metrópolis e as histórias do herói voltaram à rotina.
Meses depois do retorno do herói, a DC publicou a já aguardada revanche do Homem de Aço contra o monstro que o "matou": Superman: Hunter/Prey. Por aqui, a minissérie foi lançada em meados de 1995, intitulada pela Abril como Super-Homem Versus Apocalypse: A Revanche.
Apesar do tempo e das controvérsias em torno da fase do Superman roteirizado por Dan Jurgens, ainda é uma das minhas histórias de super-herói favoritas até os dias de hoje. Se A Morte do Super-Homem me marcou pelo choque de ver o supra-sumo em heroísmo ser morto, A Revanche marcou pela expectativa em torno do reencontro do herói com o Apocalypse.
No início, vemos que Clark Kent têm pesadelos recorrentes com a criatura e ainda não superou o trauma de ter sido mortalmente ferido pelo único adversário que o fez sentir medo. Decide então descobrir o paradeiro de Apocalypse, já que o corpo do monstro foi lançado no espaço pelo Super Ciborgue em O Retorno do Super-Homem. Enquanto isso, uma nave de Apokolips encontra o asteróide em que a criatura está presa e o recolhe, pensando em conseguir algum dinheiro. Quando os tripulantes se dão conta do "brinde" anexo à rocha, Apocalypse desperta e mata a todos. Contudo, mesmo desprovido de inteligência, Apocalypse chega ao planeta regido por Darkseid graças ao piloto automático da nave. Nem é preciso dizer que o monstro arrasa tudo o que encontra pela frente, derrotando inclusive o próprio Darkseid, um dos maiores vilões do Universo DC - cá pra nós, ele é um vilãozinho bem mequetrefe.
Enquanto isso, Superman procura a Liga da Justiça à cata de informações que o ajudem a rastrear Apocalypse no espaço. Contudo, a Liga recebe um pedido de ajuda vindo de Apokolips e o Homem de Aço decide investigar, sem saber que encontrará seu maior medo.A Revanche mostra diversos momentos interessantes, mas um dos mais esperados ocorre na segunda edição, quando Tempus conta a Superman sobre a origem de Apocalypse. No final, com a ajuda da Caixa Materna, vemos um Superman diferente, usando armas contra o monstro, o que inclui uma espécie style de espada Jedi.
Clássico.
O Gorducho
Sempre fui um ser feito de joelhos e cotovelos. Exceto quando era um bebê, cresci magro, passei a minha adolescência magro e moldei minha mente como sendo de um sujeito magro. Provavelmente o único músculo realmente desenvolvido em mim nesses anos todos foi o coração - talvez seja essa a razão de eu ser tão romântico na juventude perdida, oh!
Bom, o caso é que nas últimas semanas eu tenho engordado. Não estou nenhum Jô, mas tenho comido feito um porco. Esse açaí aí da foto à esquerda, com maçã, paçoca, iogurte, granola e mel é um exemplo. Depois de comê-lo, parecia que tinha devorado um balde de concreto.
Ainda sou esguio (???), mas a barriga está crescendo desproporcionalmente em relação ao resto do corpo. Parece que a proximidade dos trinta anos está fazendo meu metabolismo desacelerar um pouco.
A solução?
Exercícios. Abdominais. Estou até pensando em entrar em academia mês que vem, mesmo detestando o tipo de ambiente. Se meu corpo está começando a jogar contra mim, vou usar isso a favor. Quem sabe fico mais saudável por tabela.
Tem que levar tudo pelo lado positivo, não acha?
sábado, 24 de março de 2012
Lembranças de Outra Vida
Sempre detestei filmes em que os bichos são tão (ou mais) espertos quanto os humanos. Flicka, O Hóspede quer Bananas, todos os "Bud's", Beethovens. Free Willy, então, nem se fala. É o pior de todos!
Contudo, há uma exceção. Fluke, de 1995 (batizado por aqui de Lembranças de Outra Vida), conta a história de um empresário que morre em um acidente automobilístico e reencarna como um cãozinho. A diferença é que, diferente dos outros cães, ele tem lembranças da vida passada, inclusive de sua família. Também passa a acreditar que a sua morte talvez não tenha sido acidental.
A partir do ponto de que seus familiares possam estar correndo perigo, Fluke (de luck, sorte em inglês) tenta encontrá-los para, de alguma forma, garantir a proteção deles.
Samuel L. Jackson faz uma ponta no filme, dublando o cachorro amigo de Fluke, Rumbo.
Não sou um cara chorão e nem muito sentimental, mas se tem um filme em que o final é muito bonito (de chorar mesmo), esse filme é Fluke. A trilha sonora também é muito boa, acompanha o ritmo do filme direitinho.
Clássico sessãodatardístico.
Fluke (1995) - trailer
Seu Amor
Todo mundo gosta dessa música. E, em toda baladinha rock, ela toca durante os intervalos entre as bandas...
Outfield - Your Love
O Homem Que Vendeu O Mundo
Não sou um grande conhecedor da obra dos caras, mas eles eram bons, né não?
Nirvana - The Man Who Sold The World - unplugged
sexta-feira, 23 de março de 2012
Chico Sorriso
Engraçado.
Hoje de manhã, enquanto estava no metrô indo trabalhar, pensei nele. Na batalha pela vida que vinha enfrentando nos últimos meses. Cheguei à conclusão que faria um post sobre ele. O título seria Chico Lutador. Ou coisa parecida.
Lembro de uma entrevista que concedeu há alguns anos. Em um trecho, disse que quando era pequeno uma cigana leu seu destino e lhe disse que viveria muito, talvez mais de cem anos, mas sempre estaria sozinho. Como deixou oito filhos, gosto de pensar que a cigana acertou apenas no que deveria.
Gosto de coisas clássicas, mas devem ser boas. Ele era clássico. E bom. Muito bom.
Descanse, meu velho.
Abaixo, os links de todos os trechos de Escolinha do Professor Raimundo que postei:
quinta-feira, 22 de março de 2012
Profundidade Espacial
Quem acompanha meu blog há tempo suficiente já deve saber que adoro filmes que fazem viajar. Desde moleque, sempre fui assim. Filmes de ficção científica como Os Doze Macacos, Alien, Predador e Blade Runner estão na minha lista de favoritos de todos os tempos. Tenho a impressão de que esse meu gosto vem devido ao fato de que realmente eu me desligo da realidade quando vejo esse tipo e produção da sétima arte. Só que tem que ser bem feita.
Um dos mais clássicos, filosóficos e psicodélicos filmes já produzidos de ficção científica é 2001: Uma Odisséia No Espaço (1968), do conceituado Stanley Kubrick e baseado no livro de Arthur C. Clarke - que não encontro para comprar em lugar nenhum!.
O fato de eu gostar desse longa é um tanto contraditório, já que sou um sujeito simplório e com pouca sensibilidade para as artes e a filosofia. Gosto de filmes "testosterônicos" e 2001 é exatamente ao contrário disso - o que não quer dizer que seja "estrogênico", se é que me entende. O que quero dizer é que não dou a mínima para o que os ditos entendedores de cinema, críticos e o Diabo (!) dizem de obra-prima ou qualquer uma dessas veadagens.
Gosto do que é legal e ponto final.
Embora muita gente vá achar estranho eu dizer isso, 2001 é um óóóóóótimo filme para se dar um cochilo em uma tarde de sábado chuvosa, o que não quer dizer que seja ruim. Muito pelo contrário. E uma coisa que deve-se ter em mente ao vê-lo pela primeira vez é a não "não-obrigação" de entender o final. O próprio Kubrick, assim como Clarke, afirmou que todo o contexto de 2001 deve ser interpretado de acordo com o entendimento de cada expectador. E, acredite, o filme é uma viagem total.
Os créditos iniciais já começam com a música que iria se tornar uma das marcar registradas do filme: Also Sprach Zarathustra, a sinfonia composta por Richard Strauss em 1896, baseada originalmente na obra de mesmo nome, de Nietzche. Aliás, muito da idéia central desse texto do filósofo parece estar presente no roteiro do longa.
A história começa há milhões de anos em algum lugar da Terra e os conflitos sociais da época são mostrados através do ponto de vista de uma espécie ancestral do homem. A escassez de alimentos faz com que dois grupos desses animais entrem em conflito por uma pequena porção de água. E é exatamente do grupo perdedor que veremos o primeiro ponto de virada do filme, assim como a primeira mostra do tema evolução proposto por Kubrick e Clarke. Ao amanhecer, o grupo de macacos encontra um estranho artefato na entrada da toca onde dormiam. O monólito negro e retangular que aparece enterrado no solo causa esttanheza e medo aos seres, mas movidos pela curiosidade eles se aproximam e o tocam. Na idéia do filme, o monólito (aparentemente) significa evolução, conhecimento. O nascimento de uma nova raça. Isso é claramente mostrado quando o grupo de hominídeos que teve contato com a pedra decide tomar seu território de volta.
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| HAL 9000 |
O filme corta para milhões de anos no futuro. As viagens espaciais se tornaram comuns e a inteligência artificial criada pelo homem está em estágio bem avançado. O Dr. Heywood, do Conselho Nacional de Astronáutica dos Estados Unidos - sempre eles! - vai à Clavius, na Lua, para investicar a descoberta de um monólito enterrado na superfície lunar, ao mesmo tempo em que tenta manter a história longe da população da Terra. Os cientistas responsáveis pela descoberta informam a Heywood que as evidências apontam que a pedra teria sido enterrada ali deliberadamente há milhões de anos. Quando eles vão à cratera mostrar ao doutor pessoalmente, um sinal de rádio começa a ser emitido da pedra na direção a Júpiter.
Dezoito meses depois, na chamada Missão Júpiter, cinco astronautas vão rumo ao gigante do Sistema Solar em busca de respostas. Mas não estão sozinhos. HAL 9000, a inteligência artificial da nave zela pelo bom funcionamento do equipamento. Mas o quanto pode ser perigoso se uma forma de consiência artificial tão avançada começa ter curiosidade e a formular seus próprios planos? A batalha entre homem e máquina, tão clichê em diversos filmes do gênero, nunca foi tão claustrofóbica.
Não vou revelar detalhes do desfecho do filme. Como disse anteriormente, é algo muito pessoal e vai da interpretação de cada um. Eu mesmo tenho o meu ponto de vista sobre tudo, que envolve evolução e (re)nascimento. Até mesmo o formato da nave me trouxe algumas conclusões.
A parte técnica é um primor, sobretudo se considerarmos que o filme é de 1968. Kubrick deve ter sido o primeiro diretor de um filme ambientado no espaço a considerar o fato de que no vácuo não há som. Então, todas as explosões de Guerra nas Estrelas não fariam sentido onze anos depois. No lugar delas, Kubrick recheou a trilha sonora das cenas ambientadas no espaço com a valsa An der schönen blauen Donau (O Danúbio Azul), de Johann Strauss II, o que contrubui para aquilo que eu disse sobre o filme dar um sono gostoso quando visto pela segunda vez.
Clássico.
2001 - Uma Odisséia no Espaço - trailer extendido
quarta-feira, 21 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Sobre calos, gente (in)comum e A Gênese do Pior Ator de Todos Os Tempos
Minhas melhores idéias vêm quando estou embaixo do chuveiro. No dia em que inventarem notebooks à prova d'água, estarei rico.
Estava pensando em fazer um post sobre o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço. Daí pensei sobre aquela coisa toda sobre as teorias de como o homem evoluiu do "macaco" e, consequentemente pensei em como a Igreja deve ter ficado puta da vida com esse filme. A evolução não é algo que pode ser muito questionado. A Natureza (com N maiúsculo mesmo) não pode ser questionada. Se o próprio Deus existe como os cristãos dizem que existe, até mesmo Ele deve seguir as regras da Natureza.
A coisa da evolução pode ser sintetizada de maneira bem simples. Se pessoas com mãos delicadas passam por um dia de trabalho braçal pesado, seja manejando um facão ou algo do tipo, no final do turno sua mão vai estar repleta de bolhas. Se esse tipo de trabalho se torna uma rotina na vida dessa mesma pessoa, essas bolhas tornam-se calos, que são nada mais, nada menos do que a resposta natural do nosso corpo aos constantes ferimentos naquele determinado local. Se você insiste em machucar sua mão, então seu corpo trata de deixá-la mas rígida.
Mas esse nem é o assunto principal do post.
Artistas são estranhos por natureza. Não. "Estranhos" não, essa não é a palavra exata. Acho que "incomuns" é o termo mais adequado. Contudo, artistas só são incomuns se comparados às pessoas demasiadamente comuns. Entre eles, se dão bem.
Mas o que acontece quando um sujeito comum tenta entrar no mundo um pouco excêntrico deles? Essa pessoa é que se torna o "filhote de cuco".
Entenda bem, não sou totalmente comum. Embora esteja cursando artes cênicas, sou um bom corintiano. Se fosse fazer uma estimativa, acho que o resultado seria 75% ordinário e 25% único à minha maneira.
Fazer cênicas, para mim, é como remar contra a maré. Não tenho o perfil de quem faz esse curso ou, principalmente, segue essa profissão. Aspirantes a atores são expressivos, amam a arte e coisa e tal. Eu sou, sobretudo em ambientes estranhos, carrancudo. Fechado. Não tenho muita paixão pela arte em si (ou por coisa alguma, desconfio), mas acho o trampo de Al Pacino, Robert De Niro e Clint Eastwood uma coisa muito fodástica. Meryl Streep entraria também nessa lista, mas não vi tanta coisa com ela. Além do mais, mesmo sem ter assistido o filme O Diabo Veste Prada, acho que é uma coisa muito gay, embora a Anne Hathaway seja uma gracinha. (nesse ponto ressalto que não sou homofóbico ou qualquer coisa com palavras moderninhas que as pessoas têm falado por aí. Só não gosto de filmes muito "afetados" como Priscila ou Brockeback Mountain, da mesma maneira que não gosto de cebola ou dores de cabeça)
Bom, o caso é que não tenho perfil de estudante de cênicas, o que nos leva à conclusão de que, se vier a terminar o curso e conseguir o tal do DRT, estou destinado a me tornar O Pior Ator Do Mundo.
Ano passado, ingressei no curso de cênicas da Uniban com algumas semanas de atraso em relação aos demais alunos da turma. Lembra do que eu disse sobre a coisa sobre o sujeito comum que, no meio de incomuns se torna O incomum? Então, foi mais ou menos o que aconteceu.
Enquanto meu lado incomum lutava para vir à tona, meu lado ordinário listou mentalmente as, digamos, dez garotas mais gostosas da turma (nós, homens, fazemos isso, casados ou não, fiéis ou não). O problema é que o dito lado da sensibilidade artística (bleargh!!!) não tinha como emergir se esse meu lado mais machão e - graças a Deus! - eternamente dominante não tivesse com quem conversar.
Deu no que deu e, em 2012 tive que começar tudo de novo.
Já disse que, ao fazer cênicas, estou remando contra a maré. Contra meu próprio perfil. Se estou mesmo destinado a me tornar O Pior Ator Que Já Existiu, diabos, há muita gente bem ruim no Malhação.
Mas que vou até o fim, ah, isso eu vou!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Sobre vida, morte e outras coisas
A partir do moomento em que sabemos como a história da vida de uma pessoa terminou, é bem interessante rever tudo o que se passou durante o processo de crescimento.
A entrevista a seguir foi feita entre o final de 1987 e o início de 1988. Ele ainda não havia sequer vencido seu primeiro título, mas já se considerava uma pessoa feliz.
E, afinal de contas, não é isso que buscamos o tempo todo?
"Ela está apenas se aquecendo"
Apesar de não ser unanimidade entre as pessoas que gostam de cinema, acho que Sin City é uma excelente adaptação dos quadrinhos para as telas. Mas isso é assunto para um próximo post.
A verdade é que adoro cenas de dança que sejam sexy. Essa aí, protagonizada pelagostosa belíssima Jessica Alba, está no meu top 10.
Jessica Alba e Bruce Willis - Sin City
E um pouco dela...
A verdade é que adoro cenas de dança que sejam sexy. Essa aí, protagonizada pela
Jessica Alba e Bruce Willis - Sin City
E um pouco dela...
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